Dia do Estudante: esporte levou campeão de taekwondo a descobrir paixão pela Fisioterapia
Graduação divide espaço com uma rotina de atleta de alto rendimento e também representa um projeto para a vida depois das competições
Divulgação UNIASSELVI
Após conquistar o ouro no Campeonato Sul-Americano Universitário, estudante da UNIASSELVI concilia a rotina de atleta de alto rendimento com a graduação inspirada pela convivência com fisioterapeutas
Poucos dias depois de conquistar a medalha de ouro no Campeonato Sul-Americano Universitário de Taekwondo, disputado em Lima, no Peru, Saimon José Melo de Barros voltou à rotina de treinos e estudos. Aluno do 5º período de Fisioterapia da UNIASSELVI, ele persegue o sonho de disputar os Jogos Olímpicos enquanto constrói a carreira que pretende seguir quando deixar as competições. Uma escolha profissional que nasceu justamente dentro do esporte.
Competindo desde criança e disputando torneios profissionais a partir dos 12 anos, Saimon cresceu cercado por técnicos, preparadores físicos e fisioterapeutas. Foi durante as sessões de acompanhamento que começou a enxergar na Fisioterapia mais do que um suporte para a carreira esportiva. “Como qualquer outro atleta, sempre trabalhei constantemente com fisioterapeutas. Durante todas as sessões, eu ficava muito curioso sobre a área”, conta o aluno-atleta, que hoje tem 20 anos.
A aproximação entre atletas e a profissão não é incomum, segundo a coordenadora do curso de Fisioterapia da UNIASSELVI, Viviane Hadlich. A experiência diária com prevenção, recuperação e desempenho faz com que esses profissionais estejam presentes em diferentes momentos da trajetória esportiva. “É muito comum vermos atletas se interessarem pela Fisioterapia, porque eles vivenciam diariamente a importância desse profissional. Seja na prevenção de lesões, na recuperação após competições ou na busca por um melhor desempenho, o fisioterapeuta faz parte da rotina de quem pratica esporte”, explica.
No caso de Saimon, a curiosidade se transformou em escolha profissional. Hoje, a graduação divide espaço com uma rotina de atleta de alto rendimento e também representa um projeto para a vida depois das competições. “Sempre fui muito apaixonado pela Fisioterapia. Conseguir estudar e ter a vida de um atleta de alto rendimento, conciliando os dois, é muito gratificante e importante para minha vida profissional e pessoal”, afirma.
Experiência nos tatames também entra na formação
Para Viviane, quem chega à graduação depois de anos de prática esportiva carrega experiências que podem ganhar novos significados quando associadas ao conhecimento acadêmico. “Quando um atleta escolhe cursar Fisioterapia, ele traz uma bagagem muito rica. Já conhece a disciplina, os desafios do treinamento e a importância do cuidado com o corpo. Ao longo da graduação, essa experiência passa a ser complementada pelo conhecimento científico, formando um profissional com uma visão diferenciada sobre o movimento humano e a promoção da saúde”, destaca.
A própria coordenadora conhece essa relação de perto. Antes de assumir a coordenação do curso, Viviane atuou como fisioterapeuta de atletas e acompanhou a importância da profissão no ambiente esportivo. “Já fui fisioterapeuta de atletas e hoje sou coordenadora do curso de Fisioterapia. Costumo dizer que muitos atletas buscam a graduação inspirados pelo esporte e permanecem porque descobrem que cuidar das pessoas pode ser tão gratificante quanto conquistar uma medalha”, afirma.
Dos primeiros campeonatos ao ouro sul-americano
A medalha conquistada no Peru é o capítulo mais recente de uma trajetória iniciada ainda na infância. Saimon participa de competições desde criança e, aos 12 anos, passou a competir profissionalmente. O atleta pernambucano já acumula mais de 30 títulos no taekwondo.
Entre os principais resultados estão o vice-campeonato mundial, os títulos panamericano e panamericano universitário, o bicampeonato brasileiro, o Campeonato Brasileiro Universitário, os Jogos da Juventude e o bicampeonato da Copa do Brasil. Saimon também já foi reconhecido como Melhor Atleta de Pernambuco e Melhor Atleta Universitário Brasileiro.
A conquista mais recente, no Campeonato Sul-Americano, teve significado especial por colocar o atleta no topo do pódio em uma competição internacional de alto nível. “Foi um título muito importante para minha carreira de atleta. É uma competição que todos sonham em participar e chegar até ela. Vencer uma disputa de tão alto nível internacional é muito gratificante”, diz.
Um sonho olímpico e uma carreira para o futuro
Mesmo com a graduação avançando, Saimon ainda tem um objetivo esportivo bem definido: tornar-se atleta olímpico. A Fisioterapia, porém, não aparece como um plano para substituir esse sonho. Os dois projetos são construídos simultaneamente.
“Meu principal objetivo é ser um atleta olímpico, e trabalho diariamente para alcançar esse sonho. Junto com essa rotina de treinos, os estudos também fazem parte da minha vida e são de extrema importância, pois serão fundamentais para o meu futuro quando eu me aposentar do taekwondo”, afirma.
Assim, enquanto os treinos e as competições mantêm Saimon em busca de novas medalhas, a graduação prepara o caminho para que a relação construída com o esporte desde a infância possa continuar mesmo depois da última luta.